Dia 23 (escrevi no dia 24, umas 14:00)
Hoje acordamos meio-dia. Comemos na casa de Seu Aurélio mesmo (pão, queijo e presunto e também uns biscoitinhos muito gostosos que têm forma de S). Decidimos ir ao Faro, apesar de todos dizerem que as praias não eram das melhores. Havia, no entanto, um centro histórico legalzinho que valia a visita.
| Ruínas do Castelo de Paderne |
Saímos de lá e fomos à fonte, algo bem simples. Tirei algumas fotos, fiz um vídeo. Coisa pouca. Agora era hora da viagem um tiquinho mais longa, coisa de uma hora: Faro.
| Pracinha em Faro |
Fácil de achar, chegamos a Faro em 40 minutos e procuramos um lugar pra estacionar. Eu estava MORTA de preguiça. Relutante, saí do carro pra dar uma geral, tirar fotos e curtir o momento. Haha. Bem simples, demoramos pouco tempo lá. Íamos a praia de Faro, mas ao pedirmos orientações de como chegarmos, o carinha falou que nem era muito bonita, não, que era melhor a que a gente falou que iria depois (Falésia). O carinha era brasileiro, por sinal, mas já devia estar há muito aqui porque pediu o jeito enrolado de português e passou meia hora pra dar a informação de como saía de lá. Enfim, a gente resolveu que iria encurtar nossa estadia por lá e ia direto pra praia das Falésias, onde iria acontecer a festa “brutal” segundo os radialistas da Rádio Cidade (a primeira rádio dos êxitos – ela fala isso o tempo todo, irrita!!).
A festa começava às 17:00 e já era umas 16:00. Fomos, então. Foi dizer, que dia pra gente se perder, viu!? A gente se perdeu mais que se achou. Puta merda. Quando, depois de muito parar e perguntar, chegamos na praia da falésia, muito bonita, por sinal, e após, também, acharmos uma vaga não muito tradicional naquela loucura de carros (sim, farofagem européia, digo logo!), fomos perguntar onde era a tal festa e a mulher disse que era na praia da Falésia, alright, mas na da Vila Moura e não na de Albufeira. HEIN!?
Lá vamos nós de novo. Depois de, novamente, nos perdemos muito, achamos. A praia era linda e essa realmente coisa chique, de gente rica, bonita e civilizada. Maaaaaaas a festa BRUTAL anunciada não tinha um pé de pessoa.
Fomos comer num restaurante por lá, tudo o olho da minha cara. Então pedimos dois baguetes pra dividir pra nós 4: misto com alface e tomate. Eu tirei o tomate, claro. Vinha umas batatinhas daquelas que a gente compra na rua no saquinho por 70 centavos. 5 euros o baguete.
Murilo e Bruna pediram bebidas. Eu e Carlos, pensando em nossos bolsos e buchos, nos resguardamos pra depois.
Logo que chegamos nesse restaurante beira-mar, pedimos pra ver o menu e decidimos pelo mais barato, o que citei acima. O carinha disse pra gente sentar que ele enviaria um garçom. Massa. Depois de um carinha lá com topete e todo de branco, jurando que era modelo da RICHARDS, recusou atender a gente. SIM, deu pra perceber. Ele acenou pro outro e disse, com cara de nojo, pro outro ir lá atender a gente. Massa, né. Ele também, depois, veio reclamar com Carlos duas vezes porque ele havia colocado o pé na cadeira. OK, Hitler. Vá à merda. Quer dizer que ele melhor que gente? Por quê, mesmo!?
O que veio atender a gente era gente boníssima, uma graça. Ficou tentando falar igual: “irado”, “demorou”, “véi”. Heiuasheiuashea. Os dois primeiros ele jura que tava imitando a gente, mas o terceiro, véi, ele pegou de Murilo.
Comemos. Muito boom o pão, nossa sra! Fiquei morrendo de sede, mas não ia pagar um assalto pra beber água. No seco mesmo eu fiquei. Fomos pra areia curtir um solzinho. Ninguém quis encarar a água. Ficamos conversando, falei da saudade que estava. Concordamos que não há terra melhor que a nossa e ficamos a nos perguntar porque danado alguém troca nossa Brasil lindo, gostoso, confortável por essa Europa fria (???).
Então, cansada de ficar sem net e roxinha de saudade, sugeri, uma vez que a balada da noite morgou (a festa brutal até encheu depois, mas o povo fica em pé, um olhando pra cara do outro, sem se mexer), voltarmos a Coimbra ainda aquele dia e resolvermos as coisas que faltam aproveitando o carro. Todos concordaram.
Ainda passamos um tempinho na praia até que resolvemos voltar a Paderne, pegar nossas coisas e vazar. Antes, no entanto, paramos no Pingo Doce de Albufeira e compramos umas coisinhas pra viagem da volta: água, pão, biscoito, queijo etc e tal.
Voltamos, demos um presentinho pra Seu Aurélio (torta de maçã), comemos frutas e os biscoitinhos em forma de S, tiramos fotos com ele e VAZAMOS! Saímos perto das 22:00 lá e chegamos umas 02:00 aqui.
Falei com mô antes de dormir, ajeitei umas coisas e capotei.
Beijooos!
Ei, po. Tu é tão engraçada escrevendo em português! É mais formal, escreve tudo na primeira pessoa do plural ("até terminarmos"; "enquanto (nós) fazíamos", etc), ainda tou me acostumando! Acho que tava habituada com teu blog em inglês. Heauiehiahiuaeha.
ResponderExcluirBicho, a Vila Moura é realmente lindinha. Gamei no estilo padronizado da coisa.
O melhor é tu dizendo, sobre o garçon, "jurando que era modelo da RICHARDS". HEUIAEHAUHIAUHIAUEHA.
Ai ai. Tou rindo só de imaginar o cara falando o "véi" pra imitar Murilo. Sério! Haha.
HEiuaheiuhsaea. Lesa. Eu não escrevo tão formal, não. Mas tem coisa que tem que ser senão fica errado - e muito!!
ResponderExcluirNum notei essa formalidade toda, nao.. Inclusive, peguei umas gírias portuguesas aí que Mari insiste em dizer que são daqui.. Tsc tsc..
ResponderExcluirQuando tu chamou o cara de Hitler eu dei uma risada for real! eashioesuaheoasiuhesa :P
Po, num sei se trocava para sempre, nao, mas trocava por um bom tempo esse Brasilzao pela Europa =P
Menino, olhe lá o que vc tá dizendo.. Tem terra melhor que essa nossa não. Tu qr prova maior disso do que o fato de que EU sou brasileira? eiahsueiausheia brinks
ResponderExcluirSuuper formaaal, não. Mas, po. É mais comum usar "a gente", aí eu estranho quando vejo um texto todinho em cima do "nós". Hehe.
ResponderExcluirHEOIAUHEASOIUEHASOIUEASHOIUESAH
ResponderExcluirOmildade sempre :D