domingo, 21 de março de 2010

Tic tac

E o tempo só faz passar...
E eu só percebo quando ele já passou e não fiz (quase) nada do que queria...
E eu sei disso e continuo deixando acontecer...
A vida passa e eu olho ela passar...

Semana cheia de nada: facul, alemão, estágio.
Friday night at home.
Sábado na mazela caseira: conversei com meu foreign love. aiai... Fui pra festinha no apê de arthur e fiquei conversando c mila, lari e celo. Altos papos filosóficos: foi massa!
;)
To aqui esperando o brownie ficar bom pra ir jogar bola (UHUUUUUUUUUU!! adoro!) e passar uma tarde de gordinha com minhas amigas lindas e fofas assistindo filme e comendo.

xoxo hahahha
=)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Emputecida com a católica reacionária.

Semana passada me deliciei com a exposição de palestras dadas pelas mais variadas pessoas na FDR: tanto homens quanto mulheres, tanto professores (as) quanto secretários (as) de governo,  tanto religiosos (as) quanto ativistas. O tema central era direito e feminismo. Foi explorada a relação existente entre esses dois institutos e outros aspectos correlacionados.

Uma das muitas palestras foi ministrada por uma senhora religiosa que se propunha a falar sobre a Igreja Católica e a posição da mulher nesta. Ela falou da ajuda que recebeu da entidade e como a sua experiência religiosa a ajudou a perceber o sistema de dominação masculina existente na sociedade que era reproduzido também em sua casa. Situação que resolveu mudar com simples gestos como não lavar os pratos de seus irmãos quando sua mãe mandava: por que eles mesmos não poderiam fazê-lo? Falou também da discordância com certas posições da Igreja e o porquê.

Após as palestras, a palavra era dada aos ouvintes para que estes pudessem elaborar perguntas aos palestrantes. Até então eu havia percebido alguns rostos conhecidos e até tinha simpatia por alguns deles, inclusive pelo da reacionária que muito me causou revolta depois.

Pois pronto. Após essa exposição, a reacionária mostrou a que veio: pentelhar com suas idéias de 1000 antes de Cristo. Chegou a dizer que a mulher não deveria se dizer católica se não concorda com tudo que a Igreja prega. Ah, por favor. Jura? Então não existe um catolicozinho nesse mundo.

Pior foi quando abriram as perguntas após a palestra sobre aborto. Aí que lascou mesmo. Eu tenho até preguiça de colocar aqui tudo... Eu respeito quem pense que não se deve legalizar ou sequer descriminalizar, mas querer ridicularizar quem é a favor é DEMAIS. E o discurso é sempre o mesmo: há ali uma vida, um ser que quer viver e não pode ser punido pelas escolhas da mãe. Não há vida AINDA até algumas semanas de gestação e isso é um FATO MÉDICO-CIENTÍFICO. O que existe é uma potencialidade. Mas potência por potência, os espermatozóides são também e se masturbar não é genocídio, certo?

Além disso, me digam uma coisa: o fato de você querer ou deixar de querer que fulana não tire o feto que tem na barriga dela vai impedir que ela arranque ele vagina abaixo? Não. É uma decisão pessoal. E não vejo porque a gente não deva proteger as pessoas quando elas tomarem essa decisão. Até porque se sabe que é uma das maiores causas de morte entre as mulheres e porquê? Porque há NENHUMA assistência médica pública e quem se fode mais? As pobres lascadas, claro. Quem tem dinheiro pra ir numa clínica fancy de aborto tá tranquila e quem não?

Enfim, é um tema cansativo e que requer muitas e muitas linhas a mais pra se abordar toda a problemática envolvida. Só quero deixar claro que sou a favor sim da LEGALIZAÇÃO do aborto. E digo isso pensando nas mulheres marginalizadas que acabam por morrer em becos e pocilgas por terem feito uma escolha legítima.

Fato é que a loirinha enjoada era um porre e fazia 50.000 perguntas merdas depois das exposições. E eu não tenho ** nem tempo para isso. Saía antes de cansar minha beleza com o discurso primitivo dela.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Nova tentativa

Desde quando soube, pela primeira vez, da existência da ferramenta internética que é o blog, resolvi que queria ter um. E assim tive, não só um, mas vários. Nenhum, no entanto, "vingou". Deixava de lado rapidamente. O porquê? Nem eu sei. Preguiça? Falta de compromisso? I guess I'll never know. O que eu posso fazer - e por isso estou aqui - é continuar tentando.

O difícil quando se resolve criar um é: beleza, você quer ter um blog, mas ele vai ser sobre o quê? Qual vai ser o título? Qual vai ser o endereço eletrônico? Quem você quer que te leia? Pensando MUITO rapidamente sobre essas questões, resolvi que este enésimo blog meu será sobre meu cotidiano, minhas preocupações, meus desejos, enfim, tudo aquilo que disser respeito a mim. E tudo que postar será direcionado, antes de tudo, à mim. É, egoísta assim.

Quero poder, daqui a uns anos, reler isso aqui e rir com as besteiras, o modo de escrever, as lembranças e, assim, reviver minha própria vida. É tão gostoso e saudável! Sei porque já tive agendinha ou diário, como queira. Devo dizer, por sinal, que também nunca terminei: nunca fui de janeiro a dezembro, o que lastimo. O pouco que escrevi nessas oportunidades me rende, ainda hoje, boas risadas a partir de boas lembranças. É no mínino curioso perceber como você escrevia, como você reagia diante de certas situações, como você pensava sobre algumas coisas e traçar um paralelo com relação ao seu novo eu, o eu de hoje.

Estou aqui na promotoria da saúde (MPPE). Em meio a promoções de arquivamento, faço um break para elaborar esse singelo desabafo. Daqui a alguns minutos ocorrerá a inauguração da Promotoria da Mulher, alocada aqui no prédio.

Engraçado que esses dias é só o que tenho pensado: o que é ser mulher e quais as implicações disso? Tenho assistido palestras do seminário "feminismo e direito". Muito interessantes. Venho de lá para a promotoria pensativa, discutindo comigo mesma. A de hoje foi sobre aborto. Um tema SEMPRE muito polêmico e delicado, que deve ser pensado e repensado várias vezes. E discutido também.

Além disso, outra coisa que tem ocupado a minha cabeça é o alemão. Tenho (tentado) me dedicado a este maravilhoso idioma, pois pretendo fazer intercâmbio para a ALEMANHA ano que vem, quando serei 8º período na FDR. Estou com medo e animada com a idéia.

Estou animada com meu curso. Confusa ainda sobre que área pretendo seguir. Acho que penal... Não sei. Gosto de tanta coisa! Desgosto de tão pouco. É claro que isto não é ruim, mas complica um pouco as coisas.

De resto, depois de ter feito besteira, ter decepcionado alguém legal e ter sido punida por isso: deixar de ser tratada como princesa para ser resvalada ao calabouço da indiferença, conheci alguém legal fds passado. :)

Por ora é só.