O último e o primeiro.
No meu último dia em Recife antes da viagem acordei cedo, umas 07 e pouco da manhã. Havia planejado cortar a franja e pintar as unhas, mas a preguiça não deixou. Resolvi que, primeiro, escreveria algumas cartas restantes e atualizaria o blog. Com tudo isto feito, fomos almoçar em família no Meijin. Tentei criar coragem pra fazer as unhas, pois já estava na rua e havia desistido de cortar o cabelo, mas nem isso.
Em casa esperando o tempo passar, criei a tal coragem e chamei minha irmã pra ir comigo fazer as unhas e chegamos a sair de casa à procura, mas todas estavam ocupadas e eu decidi que aquilo era o destino dizendo que eu não deveria. Haha. Na volta pra casa, paramos no Só2, comprei uns presentinhos e fui presenteada pela minha irmã.
O tempo passou e já estava na hora de sair de casa. Fui dirigindo. Um trânsito básico... Cheguei ao aeroporto, com meus pais, minha irmã e minha bagagem, umas 15:30 e logo encontrei Maria e Lari perambulando. Elas me indicaram o lugar do check-in da TAP e fui lá agilizar o processo. Não tinha ninguém na fila, então foi bem rápido. Liguei pra mô pra saber onde ele tava e pouco tempo depois ele nos encontrou na área de embarque.
Murilo, Carlos, respectivas famílias e Mila não custaram também a chegar. Após os cumprimentos, fomos, eu e Murilo, declarar nossos computadores na Receita Federal pra não pagar imposto na volta, né. Após isso, chegaram também os pais de Thiago, o tio, Mica, Pedro e Dea.
Rodeada de familiares e amigos, meus amados, enfim, não senti tristeza. Fiquei feliz. Eu sou amada. Vou sentir muita saudade, claro, mas quando voltar, sei que estarão aqui esperando com o mesmo amor e carinho que hoje têm por mim.
Entreguei as cartinhas que escrevi nos últimos dias. Recebi algumas também. Recebi alguns presentes: um conjunto de brincos e colar lindinho da minha sogra, umas comidinhas do meu amor, uma bandeira do brasil dos amigos com mensagens lindas escritas e algumas fotinhos com recadinhos atrás. Eu disse que sou sortuda, num disse?
Chorei um pouquinho, mas estava, e ainda estou, meio anestesiada, meio fora de ar, meio sem noção do que tá acontecendo... Tiramos algumas fotos e pronto: entramos na salinha de espera.
Carlos foi pro freeshop comprar algumas coisinhas e eu e Murilo ficamos sentados esperando o tempo passar. Eu estou no modo pirangueira SUPER ON!! Tou com pena dos meus lindos euros. Quero passear e quero comprar, mas com moderação. Deus me livre já sair comprando antes mesmo de sair do Brasil.
Até que, enfim, entramos no avião. Ele era engraçado, diferentes dos quais já havia viajado. Fiquei ao lado de uma brasileira casada com um inglês com duas meninas lindas. A mais velha estava ao lado do pai, então não tive muito contato, mas a bebezinha, nossa sra!!, que coisinha mais fofa. Lindinha e sabe o melhor?? Sorridente e simpática. Nossa, apaixonei pela menininha. Isabela, seu nome.
Dormi bastante no vôo (ainda bem!), comi a comida estranha que eles ofereceram (guisado de surubim e purê de banana terra), fiquei um pouco tonta – vou dizer, é um saco enjoar em viagem, eu super não queria ter essa frescura, não é nadinha prático – e voilá, chegamos.
Ao longo da viagem, pensei no que lais indicou: entrar com o pé direito, mas na hora mesmo só Deus sabe que pé saiu do avião primeiro, tava nem pensando nisso na hora.
Saímos do avião, pegamos um onibuszinho, uma espécie de shuttle, pra chegar no pátio do aeroporto, pegamos nossas malas e fomos pedir informações. Pegamos um táxi e já chegamos super bem recepcionados (ironia mode ON). Não é fama infundada a grosseria dos “gajos”. Tentamos fazer caber tudo num só, mas o carinha já foi cortando nosso barato dizendo que não era obrigado a aturar aquilo (Oi? Drama queen much?!), então o que estava atrás veio pegar nossas malas, não sem antes discutir com outro taxista português que tava no lugar errado. Gente, só vendo pra saber do que eu tou falando... Quanta falta de amor no coração!
Pedimos para que nos deixassem na estação de comboio (trem) oriente e pronto. Os espertinhos não ligaram taxímetro e o mais chato, o que Carlos foi, cobrou 15 euros e o “meu e de Murilo” cobrou 12 euros. 9 pra cada. Cheios de malas, fomos comprar nosso tíquete pra Coimbra. Após tentarmos ganhar o desconto de estudante (o carinha não aceitou a carteira de estudante internacional dos meninos afirmando que deveria ser nacional nem aceitou nossas cartas de aceitação com base no fato de que fomos aceitos a partir de setembro somente – eles realmente levam as coisas ao pé da letra, como se diz, “pegam na palavra”), acabamos pagando normal mesmo: 15,50 eurinhos pra cada.
Pegamos o trem das 07:39. Chegou um pouco mais cedo que isso, por sinal. Colocamos nossas malas nuns espacinhos destinados a isso que achamos e sentamos em qualquer lugar (estamos aqui torcendo pra ninguém chegar e dizer que nossos lugares, na verdade, têm outro dono). Não li as cartas no avião, só a bandeira. Não li porque eu já tava enjoada, se eu fosse ler, ia terminar de esculhambar o sistema. Agora no trem, no entanto, fui ler uma cartinha que mô escreveu. Ele é um fofo e tem o melhor humor do mundo. A cartinha me fez chorar e me fez rir (passei meia hora rindo com uma piadinha nela). Amei tudo que ele escreveu e tou me guardando pra abrir os outros envelopes para quando chegar em “casa”. Tou morrendo de saudade daquele coisinha lindo. Queria, agorinha mesmo, apertar aquelas bochechinhas fofas e dar um beijão.
Agora estou aqui no trem escrevendo tudo isso no pc sem net, rezando pra chegar logo, arrumar um celular e ter acesso a internet. E tá prestes a acontecer. Faltam uns 25 minutinhos.
Beijos, depois mando mais notícias. (LL) todos.
ow, amiga.. é claro que vc é amada.. e MUITO!
ResponderExcluire todo esse amor vai estar aqui te esperando..
=D
"guisado de surubim e purê de banana terra"
ECAAA!
"Quanta falta de amor no coração!"
HAHAAHAHAHAHAHHA..